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(...) O Zé Povinho, caricatura do "Homo Lusitanus" Estudo de história das mentalidades.
"Inventada
por Rafael Bordalo Pinheiro, a figura do Zé Povinho tornou-se desde
então um símbolo nacional, com raízes fundas no imaginário colectivo.
Não será certamente um dos mais lisonjeiros arquétipos nacionais, mas é
seguramente, pela sua complexidade, um dos mais significativos do ponto
de vista de algumas das características e motivações de um certo tipo de
ser português, porventura hoje já não tão vincada"
Coordenação. António Carvalho Helena Xavier João Miguel Henriques
1ª Edição. 2010
Nota. Obra de 429 páginas.
Excelente arranjo gráfico.
Riquíssima colecção de fotos.
A Colecção José Santos Fernandes compõe-se maioritariamente de bilhetes-postais ilustrados do Concelho de Cascais.
Não obstante, comporta, também, outras peças impressas e manuscritas,
como brochuras, programas, cartões, circulares e recibos, para além de
provas em papel fotográfico e de reproduções de imagens, de menor
qualidade, mas cujo original se desconhece.
João Miguel Henriques
Olga Bettencourt
1ª Edição. 2007
Sinopse
Ainda
que a primeira regata realizada em Portugal deva remontar a 1850, só a
partir de 1856, com a fundação da Real Associação Naval de Lisboa, a
modalidade iniciou o seu processo de afirmação.
A baía de Cascais, pelas
suas condições excepcionais e proximidade de Lisboa, cedo se
transformou numa das áreas preferidas para a prática da Vela, tendência
reforçada pelo facto de a partir de 1870 a vila acolher a família real
durante o período do ano consagrado à prática dos banhos de mar.
O
aparecimento e divulgação de embarcações cada vez mais leves e fáceis de
manejar e a progressiva democratização dos out-boards, recolhendo cada
vez mais adeptos, tornam a Vela mais apetecível como actividade sazonal e
de lazer do que como desporto.
Por seu turno, os novos veleiros eram
cada vez mais sofisticados e preparados para regatas de maior exigência.
A Vela em Cascais tinha agora outros horizontes: as grandes Regatas
Oceânicas, reservadas apenas a alguns, dada a complexidade dos
instrumentos e a necessidade de formação de equipas.
Em 1952 foi em
Cascais que se realizaram os XIII Campeonatos da Europa e Norte de
África e XXX do Mundo de Stars. A baía de Cascais continuou, assim, como
ainda hoje, a afirmar-se enquanto ex-libris da vela em Portugal.
" Os oito homens da tripulação abandonam o navio numa frágil lancha
que o mar virou. Apenas um se salva, tendo sido arrojado à Praia de S.
Julião, agarrado a um remo, mas em estado grave. "
Insigne cascaense com quem tive a honra de privar quando era menino. Meu
Pai recorria aos serviços " do Mário Clarel" e isso levava-nos ao seu
escritório em Cascais.
Recordo-me da sua personalidade altruísta.
Depois, mais tarde, recorri também eu aos seus serviços.
Autores: Manuel Eugénio F. Silva
José Ricardo C. Fialho
1ª Edição. 2012
«Património Histórico na Freguesia de Cascais»
Merece o maior encómio a iniciativa da Junta de Freguesia de Cascais de
patrocinar a edição do livro «Património Histórico na Freguesia de
Cascais», da autoria de Manuel Eugénio F. Silva e José Ricardo C.
Fialho, apresentado no passado dia 14 de Dezembro.
O principal contributo da obra reside no facto de nela se terem
procurado registar exaustivamente todos os ‘monumentos’ (usando a
palavra no seu sentido mais lato) que existem, ou existiram até há
pouco, no território da freguesia: casas com memória, chafarizes,
fortalezas, grutas, monumentos, museus, placas-testemunhos, templos e…
«o que já não existe».
Publicado em Jornal de Cascais, nº 329, 16.01.2013, p. 6
Morreu o Inspector Varatojo, que nunca quis fazer disso uma profissão
Carlos Pessoa
Foto de J.P.L.
Homem de muitos ofícios e actividades, deixa o nome ligado à divulgação do policial em Portugal
Artur Francisco Varatojo, mais conhecido como
Inspector Varatojo, faleceu no sábado no hospital de Santa Cruz, em
Carnaxide (concelho de Oeiras).
Tinha 80 anos, feitos em Agosto passado.
O funeral realizou-se ontem à tarde para o Cemitério dos Prazeres, em
Lisboa.A sua faceta mais conhecida, popularizada pela rádio, televisão e
imprensa - só para o jornal A Capital escreveu ao longo de 17 anos uma
rubrica intitulada O Crime Visto Por -, foi a de criminologista e
divulgador do policial.
"Durante muito tempo pensei mesmo que ele era
inspector, tal a forma como dominava os assuntos" respeitantes à
criminologia e à técnica policial, disse ontem à Lusa o médico Gentil
Martins.
Nascido a 21 de Agosto de 1926, em Lisboa, Varatojo foi um
homem de muitas actividades e ocupações ao longo da vida, umas mais
conhecidas do que outras. Formou-se em Ciências Económicas e Financeiras
e, mais tarde, em direito, obtendo o curso superior de Medicina Legal.
Mas foi sucessivamente aferidor de contadores da antiga Companhia das
Águas (actual EPAL), funcionário da Câmara Municipal de Lisboa,
comerciante, produtor de rádio e de televisão, economista e
publicitário.
É autor de mais de duas dezenas de livros de divulgação
policial, com destaque para ABC do Crime (seis volumes). Registou
também uma presença regular e duradoura na televisão, tendo apresentado
na RTP os programas ABC do Crime (sete anos) e Selecção Policial (oito
anos). Realizou ainda algumas incursões, porventura menos conhecidas,
pelo campo da banda desenhada, sendo nomeadamente argumentista de A Ala
dos Namorados (desenho de José Manuel Soares), publicada na revista
Cavaleiro Andante, em 1956.
"Há duas facetas de Artur Varatojo que
são importantes. Fica-se a dever-lhe a divulgação do policial, sobretudo
através do programa de rádio o Quinto Programa. Por outro lado, e
graças às antologias que coordenou, foi o responsável pela chamada de
atenção para as problemáticas de investigação criminal (balística,
impressões digitais, etc.)", afirma Luís Pessoa, coordenador da secção
Policiário do PÚBLICO.
Fã de Jack, "O Estripador"
Apesar da
sua ligação ao mundo policial, raramente participava nas tertúlias
policiárias, recorda Luís Pessoa, que evoca a paixão de Artur Varatojo
por Jack, "O Estripador", sobre o qual fez investigações e a quem
consagrou um livro.
Detective é profissão que nunca teve nem quis
ter. "Gostaria, sim, de investigar casos, mas polícia nunca, porque a
partir do momento em que descubro o criminoso passo a ter pena dele",
confessou em 1990 ao Diário de Lisboa.
Também nunca escreveu qualquer
romance policial, pelas razões que explicou na mesma ocasião: "Tenho
muita dificuldade em fazer isso porque li muito e livros muito bons.
Para escrever um romance teria que achar que ele era melhor do que os
que eu li."
Nota. Sob estas linhas estão oito livros, ou seja, uma colecção
completa de obras, coordenadas por Artur Varatojo, nas quais se
demonstra uma realidade portuguesa, em que, o crime, é « figura central »